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Metas de começo de ano: como planejar sem se sobrecarregar

  • Foto do escritor: Sheila Hauck
    Sheila Hauck
  • 7 de jan.
  • 2 min de leitura

O início de um novo ano costuma despertar a sensação de recomeço e, com ela, a vontade de mudar hábitos, estabelecer metas e fazer diferente. Ter objetivos é algo positivo, pois ajuda a organizar prioridades, dá direção e pode aumentar a motivação. No entanto, esse movimento nem sempre vem de forma leve, já que muitas vezes aparece acompanhado de pressão, comparação e expectativas irreais.


Muitas pessoas acreditam que, por virar o ano, precisam transformar tudo de uma vez: mudar toda a rotina, novos hábitos, melhorar o desempenho em todas as áreas da vida ao mesmo tempo… Esse excesso pode gerar ansiedade, frustração e até abandono precoce das próprias metas.


Mais importante do que definir objetivos ambiciosos é construir consistência ao longo do tempo, pois a saúde mental se beneficia muito mais de pequenos avanços contínuos do que de grandes planos que não se sustentam no cotidiano. Mudanças reais acontecem no ritmo da vida possível, e não da vida idealizada: quando as metas são viáveis, o cérebro passa a associar o processo à sensação de conquista, em vez de fracasso, o que aumenta as chances de persistência e continuidade.


Dica para começar uma nova meta:

Se a sua meta é se exercitar mais, comece aos poucos e de forma realista. Para quem não praticava nenhuma atividade física, estabelecer como objetivo se exercitar duas vezes por semana já é uma meta mais realista. Quando você consegue cumprir esse combinado consigo mesmo(a), o cérebro registra essa conquista como algo positivo, gerando sensação de satisfação e motivação para continuar. Com o tempo, e de forma natural, essa meta pode ser ajustada.


O problema costuma surgir quando a meta nasce grande demais, como decidir que irá se exercitar cinco vezes por semana. Basta falhar em um único dia para que apareça a frustração, mesmo que você tenha conseguido se exercitar nos outros quatro. Essa lógica do “tudo ou nada” tende a desestimular e muitas vezes leva ao abandono completo do plano.


Mais importante do que fazer muito de uma vez é a constância de começar, manter e, aos poucos, melhorar. Pequenos passos consistentes constroem mudanças duradouras e preservam a saúde mental ao longo do processo.


Lembre-se:

Mudanças não dependem de datas específicas: você pode começar quando quiser, em qualquer momento do ano, sem precisar esperar uma segunda-feira, um novo mês ou o próximo janeiro. O cuidado consigo mesmo pode e deve acontecer no tempo possível, respeitando o seu contexto e a sua história.


 
 
 

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Isabella
12 de jan.
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